16 de jan. de 2017

(Paralelos)



Questionamos universos que não conhecemos simplesmente porque parecem menos plausíveis quando comparados com o mundo real no qual habitamos. Mas, hipoteticamente, se esse universo surreal 1 (e mais complexo) fosse a nossa realidade de fato, o mundo real no qual habitamos hoje não faria sentido nenhum nessa realidade paralela. Os céticos iriam questionar o simples demais, pois estariam acostumados com as complexidades de uma dimensão diferente. Nesse universo surreal 1, todos os outros universos surreais não fariam sentido e seriam questionados tal como fazemos hoje no mundo real no qual habitamos. Em meio a isso, qual seria o mundo real mesmo? É real aquilo que só conseguimos ver e sentir? Como encaixar uma realidade numa infinidade de possibilidades? Questionamentos assim podem mostrar que não há engano em acreditar em outras dimensões ou no próprio limbo. No dia-a-dia, buscamos enquadrar a verossimilhança a partir de nossa memória e de nosso pensamento. O real ou falso, o possível ou impossível é apenas uma questão de perspectiva. É por isso que o plausível nada mais é do que limitado por nossa própria crença.

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